terça-feira, 21 de setembro de 2010

Contos: Riot Girl - A filha da Lilith [pt 1]

Coragem Libertadora de final de ano


Último dia de aula do terceiro ano do Ensino Médio. Escola pública. Umas três classes se juntaram para fazer uma festa no anfiteatro da escola que não era utilizado para nada, a não ser por uma festinha regada a bebida e cigarro. Pegaram a chave com a Diretora e a partir do momento que eles entraram e se trancaram lá dentro, aquilo parecia tudo, menos uma escola.

Uma das classes participantes era a d'Ela. Para este dia ela se vestira de um jeito especial, mas nada que fugia de sua personalidade. Saia jeans preta, camiseta rasgada Jack Daniels, coturno vermelho até o joelho, liga na perna esquerda. Assim que ela entrou todos olharam. Ela era provocantemente Rock and Roll, e todos edoravam apreciar o jeito como ela lidava com isso. Um jeito foda-se. Sou bonita, sou foda, sou fatal e eu quero que você se foda. Mas devoções passageiras não eram o suficiente para ela.

Ela não era certinha, e nem queria ser. Ela fazia o que queria sem se importar com o que as pessoas falariam dela. “Ninguém é tão foda assim pra ter o direito de me julgar” era o que ela sempre dizia.

Começou a tocar “Little Sister” do Queens Of The Stone Age, e ela se libertara de vez. Ela dançava com uma sutileza agressiva, um brilho fosco, uma sensualidade que você sentia, mas não sabia explicar. Afinal, ela estava somente se mexendo conforme a música. Mas tinha algo a mais. Ela estava quase dizendo : “Poderia foder com você aqui mesmo, pra todo mundo ver”. Ela realmente estava com coragem para isso, mas assim que ela viu Ele, mudaram-se todos os planos para aquela noite.

Ela esperou o primeiro otário a se aproximar. Ele disse meia dúzia de palavras manjadas, ela recusou. Só para o garoto que ela realmente queria, perceber que ela valia a pena pois não era tão fácil assim.  O garoto que foi falar com ela era até bonitinho, mas ela não tinha culpa que sua fonte primária de tesão e orgasmos solitários estava ali presente na festa. E ela queria chamar a atenção dele.

O segundo cara se aproximou, pensando ser melhor do que o primeiro (o que não era). Ele começou falando que ela estava linda. Logo, ela já o dispensara. Não só porque o papo era fraco pra caralho, e sim por causa d'Ele. Nisso acendeu um cigarro e continuou a dançar. Então ela decidiu que não havia mais espaço para dúvidas aquela noite. Tinha que ser rápida. Pensar. Tomar uma atitude. Não ter expectativas para aquela noite. Não dar chances para  frustrações. Não mais. Ela estava cansada de esperar por algo acontecer.

Então ela começou a andar em direção a ele, que estava no palco, sentado no que era para ser uma mesa. Para puxar qualquer assunto banal, perguntou como ele tinha entrado lá, já que ele tinha até terminado os estudos. Ele respondeu falando que era só para vê-la (gracejos baratos). Os dois sorriram, mas já prevendo que nos próximos instantes estariam fazendo qualquer outra coisa, menos conversando. E foi o que aconteceu: sem muito mais papo, eles começaram a se pegar. Com uma mão ele apertava a bunda dela e com a outra o seio, tudo com uma voracidade que a fazia gemer.

Com o batom vermelho todo borrado ao redor da boca carnuda, e o êxtase da excitação no corpo, ela o levou até o quintal do anfiteatro. Quando andava, sentia suas próprias coxas roçando seu sexo, ela gostava de se sentir assim. Então deu um sorrisinho safado porém misterioso para si mesma.


Lá fora tinham só algumas pessoas fumando um baseado. Os dois foram no canto mais escuro do local. Ele encostou na parede, ela na frente dele. E continuaram a se pegar, esfomeados. Entre mordidas e chupadas na boca e no pescoço, ele levanta a blusa dela, e chupa os seus seios. Ele os morde, mastiga, dilacera e ela gosta. Ela sente os músculos de todo o corpo dele tensos, o pau latejando dentro da cueca. Ela olha a cara de safado dele. E então ajoelha-se na frente dele e abre suas calças. Os movimentos dela são fluidos, mas firmes. Doces, mas fortes.


O pau salta quando ela o liberta da cueca. Ela coloca a pica na boca e pensa "É apenas um pau. Não é uma pessoa." Sente-se feliz com o pensamento. Isso significa que ela pode fazer o que ela desejar, sem medo de represálias ou rejeições. "É um pau apenas, e ele está duro na minha garganta." Ela o abocanha com desejo, se esforçando para que aquele boquete não seja nada menos que o fantástico. Não por ele. Não para ele. Para ela mesma. Ela sabe que já é uma dádiva enorme para ele ter os lábios dela acariciando sua pica. Ela faz o melhor que pode para ela mesma. Auto-erotismo.


Suga o cacete duro para dentro de sua garganta. Ali, ajoelhada no chão de um quintal escuro no anfiteatro da escola, diante de um garoto que por anos ela desejou, mas que nunca teve coragem de se aproximar, ela sente uma felicidade intensa, porém sabe que é instantânea, mas nem liga. O que ela mais quer é aproveitar cada segundo com aquele cara. E então passa a língua na glande e olha para cima, a fim de observar a feição dele. Ele olha para baixo, já bastante mais relaxado. Em êxtase, os corpos se entendem. Ela lambe o pau com a cara mais safada que consegue fazer, enquanto imagina como será a visão que ele tem dela agora. Um privilégio para ele deve ser. Ela se envaidece em imaginar a si mesma em terceira pessoa.

Algum tempo depois, ele goza. Ela sabe que, se ela engolir aquela porra, ele se sentirá o cara mais sortudo do mundo. Ela engole e continua lambendo enquanto sente a respiração ofegante dele, a pica amolecida e sensível ao toque. Ambos tiveram o maior prazer possível ali naquele quintal escuro e ordinário do lado de fora do anfiteatro da escola, sexo sujo e libertador. O prazer teve a mesma causa. Mas não a mesma conseqüência. Engole a porra, mas nunca engolirá o orgulho.









-Ana Costa Lima

6 comentários:

  1. parabéns nikk gostei pra caralho
    só que a música podia ser mais foda
    tipo black dog ou rock and roll do led,
    tirando isso ficou do caralho. :)

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  2. Queens Of The Stone Age é foda pra caralho!
    Eu gosto.
    xD

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  3. Ouu Grease Box do TAD >.<

    Bem interessante ... xD.

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  4. esse conto ficou mtu louco se a intenção era mostrar pra mulher que ela deve se libertar e fazer o que tem vontade e mostrar aos homens q não importa o que digam ou falem nas mãos de uma mulher eles sempre se revelam vocÊ conseguiu
    muito foda

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  5. "I don't dive a damn 'bout my bad reputation
    You're living in the past, that's the new generation
    A girl can do what she wants to do and that's what I'm gonna do." (Joan Jett)


    - É o que todas nós devemos e temos direito de fazer: O que queremos.

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  6. Evoe! Evoe!, uma ordem nasceu, viva ao egossexualismo pujante.

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