terça-feira, 31 de agosto de 2010

Riot Grrrl

Riot grrrl é um movimento abrangindo fanzines, festivais e bandas de hardcore punk rock e feminismo. A intenção do movimento é informar a mulher de seus direitos e incentiva-las a reivindica-los. Uma das principais formas além de protestos foi o uso da música. A carreira músical feminina se resumia apenas como vocalistas, ou qualquer função em bandas de músicas leves, mesmo assim mal vistas. O principal ponto foi montar bandas de rock, com instrumentos pesados como baixo e guitarra com muitos efeitos e distorção, estilo e instrumentos inicialmente considerado como masculinos.
Incentivando cada vez mais as mulheres a montarem suas bandas, criar
fanzines feministas, e assim expressar suas opiniões e vontades. O gênero musical riot grrrls apareceu na década de 90 como resposta as atitudes machistas punks.
As bandas
Bikini Kill e Bratmobile são consideradas duas bandas que incentivam o movimento.


Historia

Em meados dos anos 90, nos Estados Unidos. O termo surgiu quando Alison Wolfe, do Bratmobile, resolveu produzir um fanzine feminista chamado Riot Grrrl, onde se rebelava contra uns dos dogmas sagrados do mundo do rock: Garotas não sabem tocar guitarra, bateria, ou baixo tão bem quantos os homens. Devido a essa postura, várias garotas sentiam-se desencorajadas a tomar frente de uma guitarra ou qualquer outro instrumento. As riot grrrls não faziam questão de se mostrarem bonitinhas, meigas, ou bem comportadas. Como fossem vetadas pelo fato de serem mulheres, raspavam as cabeças, usavam roupas masculinas e, às vezes, até como protesto, se envolviam com outras mulheres, mostrando a eles, os homens, de que eram tão capazes e às vezes "até mais" do que eles. O movimento Riot foi popularizado por bandas de garotas como Bikini Kill e Tribe 8, que reverenciaram antecessoras roqueiras de visual e verbos agressivos: a poetisa Patti Smith e o humor cínico de Deborah Harry. Não se pode alegar que existam “líderes” no movimento “RIOT GRRRL”, já que cada garota deve fazer o que quer e defender seus pensamentos sem se “submeter” a alguma líder; contudo, algumas mulheres lograram maior destaque, tornando-se verdadeiros ícones das “Riot Grrrls”. Sem dúvida o maior destaque é a Kathleen Hanna, vocalista do Bikini Kill, banda pode ser considerada uma das pioneiras (ou a criadora) do movimento.
Nos seus shows, as garotas do Bikini Kill costumavam “mandar” os rapazes para as filas mais distantes do palco, deixando as garotas nos melhores lugares, e entregavam a estas folhas com as letras das músicas para que pudessem melhor acompanhar as canções. Kathleen costumava fazer os shows com os braços, abdômen ou costas escritos com slogans como: RAPE ("estupro") ou SLUT ("vagabunda"), enquanto uma forma de reação à violência sexual e aos comentários “machistas” que determinavam as “Garotas do Rock” ou as mais “liberais” como vagabundas. O costume de escrever os “slogans” no corpo não parou com o Bikini Kill -- até hoje várias bandas femininas se apresentam e se rebelam com o corpo riscado.
Apesar da banda
Bikini Kill ter sido a principal e mais influente, a que logrou maior atenção e fama foi a de Courtney Love, a Hole, que é considerada por alguns ícone supremo do movimento, malgrado por diversas vezes Love se ter negado a participar do “tal movimento feminista”, e tendo mesmo criado uma rixa pessoal com Kathleen; um dos motivos da qual teria diso a aversão de Courtney à idéia de que sua banda fosse associada ao RIOT GRRRL -- além de não simpatizar com a “cena” de Olympia, que era tanto a do Bikini Kill quanto a do “Riot Grrrl”. É importante destacar que não só as mulheres defendem o Riot Grrrl, vários homens, inclusive rockstars já defenderam a causa feminina.
Bandas riot grrrls possuem tanto sucesso pela prática do feminismo em suas letras para manter o lema: se os homens podem, eu também posso! Ou ainda: Só para meninas!


Cena Riot Grrrl no Brasil

Há bandas como o extinto Bulimia, Biggs, Pulsos, entre outras,que também abrangem outros assuntos além do feminismo, como a banda Suffragettes, que defendem além do feminismo, também o vegetarianismo, a filosofia straight-edge, a preservação ambiental, dentre outros assuntos, cada vez mais crescentes nas cenas undergrounds.
No Brasil a banda de maior destaque é o
Dominatrix, liderada pela vocalista e guitarrista Elisa Gargiulo,que já tem 13 anos dentro do movimento.
A banda é extremamente feminista e nos seus shows realiza verdadeiros debates sobre as diversas causas femininas e o direito das minorias.



Fonte: Wikipedia



Le feminisme ou la mort !

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Propagandas Sexistas (femistas)

Hoje vi num blog um post com fotos de "propagandas feministas".Okay. Mas as fotos "feministas" continham mulheres num patamar superior que os homens (em todas as fotos estes eram de tamanho minúsculo) quando não os representava fazendo trabalhos manuais para elas (e nelas) eles eram mostrados como animais, brinquedos ou acessórios.
Este Blog está errado.
Mas muitas pessoas se confundem quando falam de feminismo.
Por machismo ser algo que "engrandece" o sexo masculino, logo associam o feminismo como algo que "engrandece" a mulher.
Mas não é bem assim.
O certo, seria o Blog ter escrito "Propagandas Femistas" ou "Propagandas Sexistas".
Repare bem "FEMISTA" e não "FEMINISTA"
Tem uma grande diferença.
Enquanto o Femismo (ou sexismo) é o oposto ao machismo, o Feminismo é Igualdade.
As causas feministas visam a igualdade dos sexos. E ponto final. Igualdade.

O femismo é tão ruim quanto o machismo. Os dois separam os sexos, como se fossem raças distintas. Se um tem que ser abolido, o outro também tem que ser.

Segue abaixo as fotos das propagandas SEXISTAS que o blog institulou como sendo propagandas feministas:








(Kookai é uma marca de roupas francesa fundada em 1983 por Jean-Lou Tepper, Jacques Nataf e Philippe de Hesdin.)




Le feminisme ou la mort !

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como era a menstruação na Idade Média?


Ao longo da história, a menstruação recebeu inúmeras conotações – sempre negativas. No século I, o pensador romano Plínio, o Velho, defendia que nada poderia ser mais nocivo do que o fluxo menstrual.

"Mulheres menstruadas tornam o leite azedo e as sementes estéreis (...) O olhar delas faz o espelho opaco, cega as lâminas, tira o brilho do marfim", lê-se em sua enciclopédia História Natural.

Na Idade Média, a Igreja proibia as mulheres menstruadas de comungar. Na Inglaterra vitoriana de meados do século XIX, o menstruo foi catalogado como enfermidade.

Sob a ótica das feministas, tratar o sangue menstrual como veneno, impureza ou doença era uma forma de subjugar as mulheres e reprimir a sexualidade feminina.Para muitos povos, a menstruação era uma espécie de tabu e o sangue menstrual um elemento impuro.

Entre os Maoris, na Nova Zelândia, o sangue menstrual tem o status de uma pessoa morta que nunca viveu, como nos conta a antropóloga Mary Douglas. Em alguns contextos, é perigoso para o homem manter relações sexuais com uma mulher menstruada.

O sangue menstrual pode ser visto como venenoso e tóxico, a mulher menstruada não devia tocar em flores, nem preparar determinados alimentos. Em muitos casos a mulher menstruada é temporariamente afastada em locais especiais e não pode trabalhar, além de se alimentar com uma dieta especial.

A medicina tradicional chinesa, assim como a tradição judaica, recomenda o repouso durante os primeiros dias da menstruação.A menstruação era, em tempos passados, objeto de rituais sagrados à Grande Deusa, relacionava-se com a terra e com os mistérios sobre os ciclos de vida e morte.

A menstruação é uma pequena morte, que atualmente é vivida apenas como um incômodo. Esta perspectiva foi suplantada pelo ponto de vista patriarcal, transformada de fonte de poder, relacionada à capacidade de gerar, de dar vida, em motivo de vergonha.


O mundo hoje é muito melhor do que nos tempos passados... Isso é fato. Muitas coisas evoluiram. A gente pensa que hoje está ruim, mas não imagina quanto tempo levou até ficar do jeito que tá. Um dia foi bem pior. Hoje está melhor, e amanhã irá melhorar. Esses pensamentos antiquados logo se diluirão e só restará história.






Le feminisme ou la mort!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

8 de março

Uma data de muitas histórias e lutas
As comemorações do 8 de março estão mundialmente vinculadas às reivindicações femininas por melhores condições de trabalho, por uma vida mais digna e sociedades mais justas e igualitárias. Essa luta é antiga e contou com a força de inúmeras mulheres que nos vários momentos da história da humanidade resistiram ao machismo e à discriminação.
É a partir da Revolução francesa, em 1789, que as mulheres passam a atuar na sociedade de forma mais significativa, reivindicando a melhoria das condições de vida e trabalho, a participação política, o fim da prostituição, o acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.

É nessa época que surge o nome da francesa Olympe de Gouges. Em 1791, ela lança a "Declaração dos Direitos da Cidadã", onde reivindicava o "direito feminino a todas as dignidades, lugares e empregos públicos segundo suas capacidades". Afirmava também que "se a mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve poder subir também à tribuna". Olympe de Gouges foi julgada, condenada à morte e guilhotinada em 3 de março de 1793, por "ter querido ser um homem de estado e Ter esquecido as virtudes próprias do seu sexo". Nesse mesmo ano, as associações femininas foram proibidas na França.
Revolução Industrial
Na Segunda metade do século XVIII, as grandes transformações ocorridas no processo produtivo e que resultaram na Revolução Industrial, trouxeram consigo uma série de reivindicações até então inexistentes. A absorção do trabalho feminino pelas indústrias, como forma de baratear os salários, inseriu definitivamente a mulher no mundo da produção. Ela passou a ser obrigada a conviver com jornadas de trabalho que chegavam até 17 horas diárias, em condições insalubres, submetidas a espancamentos e ameaças sexuais constantes, além de receber salários que chegavam a ser 60% menores que os dos homens.
Em exemplo típico do ambiente fabril na época era a tecelagem Tydesley, em Manchester, na Inglaterra, onde se trabalhava 14 horas diárias a uma temperatura de 29º, num local úmido, com portas e janelas fechadas e, na parede, um cartaz afixado proibia, entre outras coisas, ir ao banheiro, beber água, abrir janelas ou acender as luzes.
Luta Operária
Não tardaram a surgir, na Europa e nos Estados Unidos, manifestações operárias contrárias ao terrível cotidiano vivenciado e os enfrentamentos com o patronato e a polícia se tornaram cada vez mais freqüentes. A redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias passou a ser a grande bandeira dos trabalhadores industriais.
Em 1819, depois de um enfrentamento em que a polícia atirou com canhões contra os trabalhadores, a Inglaterra aprovou a lei que reduzia para 12 horas o trabalho das mulheres e dos menores entre 9 e 16 anos. Foi também a Inglaterra o primeiro país a reconhecer, legalmente, o direito de organização dos trabalhadores. O parlamento inglês aprovou, em 1824, o direito de livre associação e os sindicatos se organizaram em todo o país.
Foi no bojo das manifestações pela redução da jornada de trabalho que 129 tecelãs da Fábrica de Tecidos Cotton, em Nova Iorque, cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas, na primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres. Violentamente reprimidas pela polícia, as operárias, acuadas, refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas, dentro de um local em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas.
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, a famosa ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque. Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram na Europa. A partir daí, essa data começou a ser comemorada no mundo inteiro.

Texto extraído de "8 de março, Dia Internacional da Mulher – Uma data e muitas histórias", de Carmen Lucia Evangelho Lopes.. CEDIM-SP/Centro de Memória Sindical.