domingo, 7 de novembro de 2010

Uma relez demótica epístola vil e banal

Não é que eu seja rebelde
Também não é que eu seja libertina
Eu só queria que você entendesse
Que isso não é ser vulgar
É só não tentar se adequar

Nenhuma doutrina me agrada
Seus princípios não me atingem
Eu faço o que meu corpo pede
Não ligo para valores criados pelos humanos
Mesmo que isso não me faça durar tantos anos

Esse tal de bom-senso não me pega mais
O importante é obter a felicidade a qualquer custo
A felicidade pura, não caprichos para estufar vaidades
Viver é uma tremenda piada sem graça
Quem sabe viver é que goza dessa desgraça

Desculpa se isso te incomoda, mas...
Eu fumo, eu bebo e eu transo
E isso não me deixa com remorso
Pelo contrário, eu preciso sentir na pele
O gosto do pecado e dos prazeres carnais
Felicidade instantânea, verdadeira e fugaz

Porque a estada é curta
E pela eternidade viveremos no nada
Por isso é preciso aproveitar o tudo
Não é certo que exista vida após a morte
Você foi um espermatozóide premiado
Aproveite a sorte.


Bruna de Souza Magalhães