segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Metamorfose Seixas

Enquanto você se importa tanto com segundas e terceiras opniões
Fica tão escravo, tão submisso e obediente na frente de uma tela
Eu estou andando, correndo, falando, tocando, compondo, vivendo
Vocês são humanos, ridículos, limitados e só usam 10% de suas cabeças animais

Mas infelizmente eu não existo, sou apenas fruto de suas imaginações
Talvez um dia eu tenha existido de fato, mas na época errada
Avançado demais para suportar as esquisitices humanas
E que continuam por ai talvez até piores que antes, gradativa regressão

Dinheiro não é o bastante
Fama não é o suficiente
Mulheres não são objetos trocáveis, reutilizáveis e descartáveis
Drogas são fórmulas de escape

Eu tinha tudo isso
Mas não tinha nada
Até hoje não descobri o que eu realmente queria
Talvez eu tenha quisto o que eu tive
Exatamente como foi, sem tirar nem por

Outro destino não havia

Porque os loucos metaformorfósicos ambulantes não duram muito
Suas vidas são curtas, mas suas missões ficam para sempre

Imutáveis
Memoráveis
Discutíveis
Polêmicas
Questionáveis
Intrigantes

Minha força está na solidão
Casulando-me é onde encontrei a verdade
Assim que descobri, mu(a)tei-me
Tornei-me um novo ser e não contei-lhes minha valiosa nova verdade
Porque odeio as lagartas.

2 comentários:

  1. Senhora de lirismos, creio que o trovar de Zéphiro deves meio que entrelinhas responder, "Liberta te operário".

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  2. Esta é a verdade que só os loucos sabem.. Ou a verdade que só os loucos têm coragem de executar

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