segunda-feira, 2 de maio de 2011

Deus Salve a Rainha

A história se repete: o filho do príncipe Charles, que casou com Lady Di – uma pessoa de fora da realeza (como me lembrou Antônio Luiz Costa) – no tal casamento do século, que acabou em traições e na trágica morte da princesa num túnel em Paris, William, se casou também com uma plebeia, e também no “casamento do século”.

A imprensa não fala de outra coisa, analisa os vestidos, o menu, a lista de convidados, a lista dos não-convidados. Fala também de custos da festança e do impacto econômico que o casamento terá. A Inglaterra foi tomada por uma epifania real-nacionalista. Todos, ou quase todos, esperando o grande momento de ter uma nova sucessora ao cargo de Elisabeth 2ª, Kate, para poderem cantar o hino britânico, “Deus Salve a Rainha” (God Save the Queen).

É a imagem, o símbolo. A monarquia britânica, desde quando Guilherme de Orange desembarcou em solo inglês vindo da Holanda, e destronou James 2º, a Inglaterra adotou uma forma esquisita de governo, uma forma mista, a monarquia parlamentar na qual a ‘Rainha reina, mas não governa”.

despeito de ter sido uma saída estratégica numa Inglaterra que passava por um século de convulsões e guerras civis, os mais otimistas hoje apontam para o caráter simbólico da monarquia britânica, em que a Rainha seria, digamos assim, uma entidade que mantém unidos os diversos países que compõem a Grã-Bretanha, os menos crédulos chamam atenção para o anacronismo de se manter uma realeza que faça alguns banquetes e cace raposas. Para estes uma sociedade moderna e democrática teria que prescindir de qualquer titulo nobiliárquico (o senado inglês é, até hoje, chamado de “Casa dos Lordes”), de qualquer menção a súditos. Sim, na Inglaterra existem súditos do rei e não cidadãos.

Para quem se não lembra, aqui mesmo no Brasil tivemos um plebiscito em 1993 (que tinha sido previsto pela Constituição de 1988), no qual o povo deveria decidir sobre monarquia ou república parlamentarista ou presidencialista.

Ao lado da monarquia, estiveram figuras públicas como Hugo Carvana, Sandra de Sá e o antropólogo Roberto da Matta. Este justificava sua opção pela restauração da monarquia dizendo que o brasileiro a adora e, como explicação para sua posição, citava a forma que nos referimos ao “Rei” Roberto Carlos, “Rainha” Xuxa e “Rei” Pelé (?!?!?) . Segundo Da Matta, este era um sinal claro que somos órfãos de Orleans e Bragança.

Malograda a opção de termos nossa própria dinastia, de termos nossos casamentos suntuosos em Petrópolis, voltamos os olhos pra a velha Inglaterra. Sublimamos nossa vidinha republicana, olhamos com uma certa aura para esse casamento, da Família Real mais cara da Europa. Para a mulher, plebéia, que encarnará novamente o arquétipo feminino dos contos de fada, e casará com um príncipe.

Agora, ela terá a obrigação de gerar um herdeiro para os Windsor (e rápido, segundo manda a tradição), um novo futuro rei que também se casará no “casamento do século”, que também deve atrair a atenção mundial. Ela, a futura princesa e rainha, será um símbolo da Inglaterra e da submissão feminina. Apenas uma figura.

fonte yahoo

2 comentários:

  1. AINDA BEM que o Osama Bin Laden morreu num momento estratégico!! Para acabar com o assunto idiota e banal chamado CASAMENTO REAL !!!

    Hahahahaha O mundo é fútil e gosta de assuntos fúteis, mas também gosta de assuntos trágicos, então o assunto Osama venceu, pois chegou depois

    UHUUUUUL \O/

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  2. Gente, a midia é a midia, fara de assuntos como casamentos das monarquias européias coisas hiper inflamadas para que seus anuncios sejam mais caros devido ao alto IBOPE, é o povo idiota ajudando a familia Marinho a comprar o seu caviar e suas viagens a miami e ao velho continente. Ja o casamente em si, é mais uma reafirmação dos valores de uma monarquia e seu simbolo de estado do que qualquer outra coisa, tais pessoas carregam valores e sentimentos nacionais, outra coisa é que não é por você ser rainha, você seja uma "submissa real" e exemplo de inferioridade ao seu marido para suas vassalas, a exemplo da própria soberana britânica, S.M a Rainha Elizabeth II, e sua antecessora, a Rainha Mãe, que foi muito atuante durante a II Guerra Mundial, além do mais, quantos relatos na história sobre grande soberanas e estadistas, como Cleópata, a Czar Catarina, a Grande, Rainha de Sabá, entre tantas outras, além do mais, sistemas e formas de governo são inerentes, nem um é melhor do que o outro, o objetivo principal é suprir as demandas da nação, do povo,o famoso "bem estar social", ou seja, independente de monarquia ou república, eles com a deles e nós com a nossa. Agora já o senhor bin laden, morre um hoje, nasce outro amanhã, com ele novos atentados, novos mortos, novas guerras, podaram os galhos de uma grande arvore chamada ódio, enquanto os EUA não pararem com sua politica inperialista e semeadora de ódio, atentados e mortes de ambos os lados só vam ser partes de uma história sem fim, escritas com sangue, dor e lágrimas.

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