domingo, 15 de maio de 2011

No simples ato

Não importa aonde eu estiver
Nem em qual momento da minha vida
Seja na chegada ou seja na partida
E aonde quer eu eu ande...

Sempre estarei querendo algo
Não o fácil de acontecer
Não o provável de eu ter
Sempre o que estiver fora do meu alcance.

Depois de um certo tempo...
Passada toda a vontade...
Eis então minha ambiguidade
O que eu almejava sempre se torna acessível.

Mas quando me dou conta,
Arrumei outra coisa para sonhar
Novos deuses para acreditar
Não me interessa mais o que seja possível.

Maldita seja a perca do interesse
Mas é no ato do momento
No ato do 'me querendo'
Que a vontade vai-se num triz.

E assim eu sigo meu caminho
Conseguindo tudo e não conseguindo nada
Querendo o que não posso ter na estrada
E esnobando o que um dia eu quis.



Bruna de Souza Magalhães

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