quinta-feira, 26 de maio de 2011

Carlota Beatriz Ângelo



Carolina Beatriz Ângelo ou Carlota Beatriz Ângelo (1871 — 1911) foi uma feminista portuguesa. Nasceu na Guarda, onde frequentou o Liceu. Mais tarde ingressou nas Escolas Politécnica e Médico-Cirúrgica em Lisboa, onde concluiu o curso de Medicina em 1902. Médica, lutadora sufragista e fundadora da Associação de Propaganda Feminista, foi a primeira mulher a votar em Portugal, por ocasião das eleições da Assembléia Constituinte, em 1911.
O fato de ser viúva permitiu-lhe invocar em tribunal de ser "chefe de família". Por forma a evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.

Existe uma Praceta em Famões e uma escola na Cidade da Guarda, em homenagem a esta personagem.

Médica, lutadora sufragista e fundadora da Associação de Propaganda Feminista, foi a primeira mulher a votar em Portugal, embora vivesse num país em que o sufrágio universal só seria instituído passados mais de sessenta anos, ou seja, depois do 25 de Abril de 1974.
O voto depositado nas urnas para as eleições da Assembleia Constituinte, em 1911, pela médica Carolina Beatriz Ângelo, constitui um episódio deveras exemplar de luta pela cidadania e pela emancipação da situação das mulheres em Portugal, numa altura em que o direito de voto era reconhecido apenas a "cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família".
Invocando a sua qualidade de chefe de família, uma vez que era viúva e mãe, Carolina Beatriz Ângelo conseguiu que um tribunal lhe reconhecesse o direito a votar (à revelia) com base no sentido do plural da expressão ‘cidadãos portugueses’ cujo masculino se refere, ao mesmo tempo, a homens e a mulheres.

Como consequência do seu acto, e para evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.

Carolina Beatriz Ângelo foi assim, também, a primeira mulher a votar no quadro dos doze países europeus que vieram a constituir a União Europeia (até ao alargamento, em 1996).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Hannah Arendt

Hannah Arendt, nascida como Johanna Arendt, (Linden-Limmer, hoje bairro de Hanôver, Alemanha, 14 de outubro de 1906  Nova Iorque, Estados Unidos, 4 de dezembro de 1975) foi uma filósofa política alemã de origem judaica, uma das mais influentes do século XX.
A privação de direitos e perseguição na Alemanha de pessoas de origem judaica a partir de 1933, assim como o seu breve encarceramento nesse mesmo ano, fizeram-na decidir emigrar. O regime nacional-socialista retirou a nacionalidade dela em 1937, o que lhe tornou apátrida até conseguir a nacionalidade estadunidense em 1951.
Trabalhou, entre outras atividades, como jornalista e professora universitária e publicou obras importantes sobre filosofia política. Contudo, rechaçava ser classificada como "filósofa" e também se distanciava do termo "filosofia política"; preferia que suas publicações fossem classificadas dentro da "teoria política".

Arendt defendia um conceito de "pluralismo" no âmbito político. Graças ao pluralismo, o potencial de uma liberdade e igualdade política seria gerado entre as pessoas. Importante é a perspectiva da inclusão do outro. Em acordos políticos, convênios e leis, devem trabalhar em níveis práticos pessoas adequadas e dispostas. Como frutos desses pensamentos, Arendt se situava de forma crítica ante a democracia representativa e preferia um sistema de conselhos ou formas de democracia direta.

Entretanto, ela continua sendo estudada como filósofa, em grande parte devido a suas discussões críticas de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles,Immanuel Kant, Martin Heidegger e Karl Jaspers, além de representantes importantes da filosofia moderna como Maquiavel e Montesquieu. Justamente graças ao seu pensamento independente, a teoria do totalitarismo (Theorie der totalen Herrschaft), seus trabalhos sobre filosofia existencial e sua reivindicação da discussão política livre, Arendt tem um papel central nos debates contemporâneos.

Como fontes de suas investigações Arendt usa, além de documentos filosóficos, políticos e históricos, biografias e obras literárias. Esses textos são interpretados de forma literal e confrontados com o pensamento de Arendt. Seu sistema de análise - parcialmente influenciado por Heidegger - a converte em uma pensadora original situada entre diferentes campos de conhecimento e especialidades universitárias. O seu devenir pessoal e o de seu pensamento mostram um importante grau de coincidência.

Infância e juventude



Johanna Arendt nasceu em 1906 no seio de uma família de judeus secularizados, perto de Hanôver. Seus antepassados vieram de Königsberg, na Prússia (a cidade atual russa de Kaliningrado), para onde voltaram seu pai, o engenheiro Paul Arendt, que sofria de sífilis, sua mãe Martha (de nome de solteira Cohn) e ela, quando Hannah tinha somente três anos. Depois da morte de seu pai, em 1913, foi educada de forma bastante liberal por sua mãe, que tinha tendências social-democratas. Nos círculos intelectuais de Königsberg nos quais se criou, a educação das meninas era algo que certamente ocorria. Através de seus avós, conheceu o judaísmo reformado. Não pertencia a nenhuma comunidade religiosa, mas sempre se considerou judia, inclusive participando do movimento sionista.

Aos quatorze anos, já havia lido a Crítica da razão pura de Kant Na biografia de Heidegger, R. Safranski afirma porém que Arendt havia lido a obra citada de Kant aos dezessete (cf. Um mestre da Alemanha. Martin Heidegger e o seu tempo. Barcelona, Tusquets, 1997 e a Psicologia das concepções do mundo de Jaspers. Aos 17 anos teve de abandonar a escola por problemas disciplinares, indo então sozinha a Berlim, onde, sem haver concluído sua formação, teve aulas de teologia cristã e estudou pela primeira vez a obra de Søren Kierkegaard. De volta a Königsberg em 1924, foi aprovada no exame de maturidade (Abitur)

Estudos
  
Em 1924, começou seus estudos na universidade de Marburg e durante um ano assistiu às aulas de filosofia de Martin Heidegger e de Nicolai Hartmann, e as de teologia protestante de Rudolf Bultmann, além de grego.
Heidegger, pai de família de 35 anos, e Arendt, estudante dezessete anos mais jovem que ele, foram amantes, ainda que tivessem de manter em segredo a relação por causa das aparências. No começo de 1926, ela não aguentava mais a situação e decidir trocar de universidade, indo para a universidade Albert Ludwig de Freiburg, para aprender com Edmund Husserl. Ela também estudou filosofia na universidade de Heidelberg e se formou em 1928 sob a tutoria de Karl Jaspers, com a tese O conceito de amor em Santo Agostinho. A amizade com Jaspers duraria até a morte do filósofo.
Arendt havia levado uma vida muito recatada em Marburg como consequência do segredo de sua relação com Heidegger; mantinha amizade apenas com outros alunos, como Hans Jonas, e com seus amigos de Königsberg. Em Heidelberg, ampliou seu círculo de amigos, a que pertenceram Karl Frankenstein, que em 1928 apresentou uma dissertação histórico-filosófica, Erich Neumann, seguidor de Jung, e Erwin Loewenson, um ensaísta expressionista. Jonas também se mudou para Heidelberg e realizou alguns trabalhos sobre Santo Agostinho.
Outro círculo de amigos se abriu graças a sua amizade com Benno von Wiese e seus estudos com Friedrich Gundolf, que lhe havia recomendado Jaspers. Sua amizade com Kurt Blumenfeld, diretor e porta-voz do movimento sionista alemão, cujos estudos tratavam a chamada questão judaica e a assimilação cultural também foi importante. Hannah Arendt agradeceu-lhe em uma carta de 1951 o seu próprio entendimento da situação dos judeus.
Em 1933 (ano da tomada do poder de Hitler) Arendt foi proibida de escrever uma segunda dissertação que lhe daria o acesso ao ensino nas universidades alemãs por causa da sua condição de judia. O seu crescente envolvimento com o sionismo levá-la-ia a colidir com o anti-semitismo do Terceiro Reich - o que a conduziria, seguramente, à prisão. Conseguiu escapar da Alemanha e passou por Praga e Genebra antes de se mudar para Paris, onde trabalhou pelos 6 anos seguintes com crianças judias expatriadas e conheceu e tornou-se amiga do crítico literário e filósofo marxista Walter Benjamin. Foi presa (uma segunda vez) na França conjuntamente com o marido, o operário e "marxista crítico" Heinrich Blutcher, e acabaria em 1941 por partir para os Estados Unidos, com a ajuda do jornalista americano Varian Fry.
Trabalhou nos Estados Unidos em diversas editoras e organizações judaicas, tendo escrito para o "Weekly Aufba". Em 1963 é contratada como professora da Universidade de Chicago onde ensina até 1967, ano em que se muda para Nova York e passa a lecionar na New School of Social Research, instituição onde se manterá até à sua morte em 1975.
O trabalho filosófico de Hannah Arendt abarca temas como a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a condição laboral, a violência, e a condição de mulher.


Livros

O primeiro livro "As origens do totalitarismo" (1951) consolida o seu prestígio como uma das figuras maiores do pensamento político ocidental. Arendt assemelha de forma polémica o nazismo e o comunismo, como ideologias totalitárias, isto é, com uma explicação compreensiva da sociedade mas também da vida individual, e mostra como a via totalitária depende da banalização do terror, da manipulação das massas, do acriticismo face à mensagem do poder. Hitler e Stalin seriam duas faces da mesma moeda tendo alcançado o poder por terem explorado a solidão organizada das massas. Sete anos depois publica "A condição humana" e enfatiza a importância da política como acção e como processo, dirigida à conquista da liberdade. Publica depois "Sobre a Revolução" (1963), talvez o seu maior tributo para o pensamento liberal contemporâneo, e examina a revolução francesa e a revolução americana, mostrando o que têm de comum e de diferente, e defendendo que a preservação da liberdade só é possível se as instituições pós-revolucionárias interiorizarem e mantiverem vivas as idéias revolucionárias. Lembraria os seus concidadãos americanos (entretanto adquiriria a nacionalidade americana) que se se distanciassem dos ideais que tinham inspirado a revolução americana perderiam o seu sentido de pertencer e identidade.
Ainda, em 1963, escreveria "Eichmann em Jerusalém" a partir da cobertura jornalística que faria do julgamento do exterminador dos judeus e arquitecto da Solução Final para a The New Yorker. Nesse livro impressionante revela que o grande exterminador dos judeus não era um demônio e um poço de maldade (como o criam os activistas judeus) mas alguëm terrível e horrivelmente normal. Um típico burocrata que se limitara a cumprir ordens, com zelo, sem capacidade de separar o bem do mal, ou de ter mesmo contrição. Esta perspectiva valer-lhe-ia a crítica virulenta dasorganizações judaicas que a considerariam falsa e abjurariam a insinuação da cumplicidade dos próprios judeus na prática dos crimes de extermínio. Arendt apontara, apenas, para a complexidade da natureza humana, para uma certa "Banalidade do Mal" que surge quando se compadece com o sofrimento, a tortura e a própria prática do mal. Daí conclui que é fundamental manter uma permanente vigilância para garantir a defesa e preservação da liberdade.
Arendt regressaria depois à Alemanha e manteria contato com o seu antigo mentor Martin Heidegger, que se encontrava afastado do ensino, depois da libertação da Alemanha, dadas as suas simpatias nazis. Envolver-se-ia, pessoalmente, na reabilitação do filósofo alemão, o que lhe valeria novas críticas das associações judaicas americanas. Do relacionamento secreto entre ambos ao longo de décadas (inclusive no exílio nos Estados Unidos) seria publicado um livro marcante, "Lettres et autres documents", 1925-1975, Hannah Arendt, Martin Heidegger, com edição alemã e tradução francesa da responsabilidade das Editions Gallimard.
Hannah Arendt faleceu em 1975, e está sepultada em Bard College, Annandale-on-Hudson, Nova Iorque, EUA.

domingo, 15 de maio de 2011

No simples ato

Não importa aonde eu estiver
Nem em qual momento da minha vida
Seja na chegada ou seja na partida
E aonde quer eu eu ande...

Sempre estarei querendo algo
Não o fácil de acontecer
Não o provável de eu ter
Sempre o que estiver fora do meu alcance.

Depois de um certo tempo...
Passada toda a vontade...
Eis então minha ambiguidade
O que eu almejava sempre se torna acessível.

Mas quando me dou conta,
Arrumei outra coisa para sonhar
Novos deuses para acreditar
Não me interessa mais o que seja possível.

Maldita seja a perca do interesse
Mas é no ato do momento
No ato do 'me querendo'
Que a vontade vai-se num triz.

E assim eu sigo meu caminho
Conseguindo tudo e não conseguindo nada
Querendo o que não posso ter na estrada
E esnobando o que um dia eu quis.



Bruna de Souza Magalhães

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Naomi Wolf

Naomi Wolf nasceu em San Francisco em 1962. Ela era estudante de graduação na Universidade de Yale e fez seu trabalho de pós-graduação no New College, da Universidade de Oxford como bolsista da Rhodes. 

Seus ensaios foram publicados em várias publicações, incluindo: The New Republic, The Wall Street Journal, Glamour, Ms., Esquire, The Washington Post e The New York Times. Ela também fala muito de grupos em todo o país. 




O Mito da Beleza, seu primeiro livro, foi um bestseller internacional. Ela seguiu com Fire With Fire: The New Female Power (Fogo com Fogo: O Novo Poder Feminino) e How It Will Change The 21st Century (Como Isso Irá Mudar o 21th Century), publicado pela Random House em 1993, Promiscuities: The Secret Struggle for Womanhood (Promiscuidades: A luta Secreta das Mulheres), publicado em 1997. Misconceptions (Equívocos), lançado em 2001, é uma crítica contundente e apaixonado da gravidez e do nascimento da América.





 
Em 2002, Harper Collins publicou uma edição comemorativa do décimo aniversário do Mito da Beleza. 

Naomi Wolf é o autora de
O Fim da América: uma carta de advertência a um jovem patriota e o No futuro dá-me a liberdade: um manual para americanos revolucionários. 

Naomi Wolf é co-fundadora do Conselho do Instituto Woodhull de Liderança Ética, uma organização dedicada à formação de jovens mulheres na liderança ética para o século 21. O instituto ensina desenvolvimento profissional nas artes e na mídia, política e Direito Empresarial, e do empreendedorismo, bem como a tomada de decisões éticas. 

Seu livro mais recente, o New York Times dos mais vendidos, é O Fim da América: carta de advertência a um jovem patriota, publicado em 2007 pelo Chelsea Green.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Emily Davison

Emily Davison, sufragista britânica influente, nasceu no sudeste de Londres em 1872. Ela foi muito bem sucedida e ganhou uma bolsa para estudar literatura na Royal Holloway College, quando ela terminasse a escola. Mas foi interrompida, no entanto,quando seu pai morreu e sua mãe não podia pagar as mensalidades. Emily se tornou professora, uma vez que ela tinha guardado dinheiro suficiente para terminar seus estudos na Universidade de Londres, graduando-se como bacharel. Mais tarde frequentou o Colégio St Hugh's, Oxford, para mais um mandato.

Neste momento, a academia era um mundo dominado pelos homens e Emily desenvolveu opiniões fortes sobre as oportunidades limitadas para as mulheres na sociedade.



A Women’s Social and Political Unit (WSPU), em português, Unidade Social e Política da Mulher, fundada por Emmeline Pankhurst,chamou a atenção de Emily e ela logo se tornou um membro radical. O mais militante ramo da original Sociedade do Sindicato Nacional do Sufrágio Feminino (NUWSS), o WSPU expressa a visão de que ao recusar o voto às mulheres, o Estado foi classificando-as como cidadãs de segunda categoria.

Emily rapidamente tornou-se comissária chefe da WSPU e desistiu de trabalhar para dedicar mais tempo e esforço para a causa. Ela foi bastante ativista, Emily foi uma das sufragistas que foram encontradas escondidas em dutos de ar no interior da Câmara dos Comuns, aparentemente, apenas ouvindo no Parlamento (ela fez isso três vezes); jogou bolas de metal chamadas "bombas" através de janelas e foi enviado à prisão seis ou sete vezes em quatro anos!



Ela foi mandada para a prisão por duas vezes em 1909, ambas as vezes ficou por dois meses, uma vez para tentar entrar em uma sala onde o Ministro das Finanças fez um discurso e outra vez por arremessar pedras. Ambas as viagens para a prisão terminou mais cedo quando ela entrou em greve de fome.
Não demorou muito antes que ela voltasse à prisão novamente. No entanto, desta vez por ter atirado pedras no motorista do Chanceler do Tesouro, cada uma pedra embrulhada no slogan de Emily e sua assinatura: 'Rebelião contra os tiranos é obediência a Deus."



Uma vez na prisão de Strangeways, Emily recorreu à greve de fome novamente, desta vez no entanto, as autoridades decidiram aplicar uma força-alimentação, em ve zde uma libertação antecipada. Em resposta a isso, Emily barricou-se em seu quarto.O guarda prisional decidiu inundar a cela de Emily com água gelada em uma tentativa de forçá-la para fora. Emily quase se afogou, mas foi socorrida a tempo. O povo estava em revoltado com os tratamentos terríveis dos guardas da prisão. E Emily,que levou o caso ao tribunal, foi indenizada com quarenta xelins.

Este certamente não foi o único momento em que Emily se mostrou disposta a morrer pela causa, ela dedicou sua vida a isso. Ela foi presa novamente por 10 meses em 1912 por atear fogo em caixas de correio em Londres. Durante esse tempo ela novamente entrou em greve de fome. A prisão recorreu à força-alimentação novamente e, em protesto contra isso, Emily se jogou de uma sacada:


"Eu fiz isso deliberadamente, e com todas as minhas forças, porque eu senti que nada como o sacrifício da vida humana para poder trazer a conscientização da tortura contra as nossas mulheres. Se eu tivesse conseguido, tenho certeza que a alimentação forçada não poderia, em toda consciência, estar sendo utilizada de novo"

Este ato levantou questões com as autoridades, eles perceberam que as mulheres estavam dispostas a se tornarem mártires em nome da causa. Isto levou à introdução dos Prisioneiros 'Temporary Libertos’ pela Lei da Saúde, que declarou que os prisioneiros poderiam ser libertados, se eles ameaçaram greve de fome, mas presos novamente quando já tinham recuperado sua força. Emily suspeita de que se ela morresse na prisão, as autoridades poderiam encobrir o ato como um acidente, pois se ela fosse se tornar um mártir, ela teria de morrer em público e ela teria que estar no controle completo do incidente.




O Hipódromo de Epsom, 4 junho 1913


E o que poderia ser mais público do que em 1913 Epsom Derby? Milhares de pessoas, incluindo o rei George V e da rainha Mary, se aglomeravam para o evento. O cavalo do Rei Anmer foi um dos corredores neste evento anual. E foi Anmer o alvo de Emily.
O Hipódromo Epsom é em forma de ferradura: o início é ao longo de uma reta levando aum canto muito tempo que endireita no canto de Tattenham antes de terminar na reta em frente ao camarote real. O cavalo do Rei Anmer era fácil identificar entre os outros cavalos, já que o jóquei, Herbert Jones, estava vestindo as cores do rei.
Como os cavalos ao redor trovejou no cantoTattenham, Anmer ficou em anti-penúltimo. Emily abriu caminho por entre a multidão e entrou debaixo dos ferroviários para se proteger. Como Anmer veio concluir a corrida na reta final, ele não pôde evitar trovejando em Emily enquanto ela estava na frente dele, segurando a bandeira sufragista perto dela.Jones foi atirado de seu assento e caiu do cavalo, levantando-se novamente e terminar a corrida sozinho. Jones teve costelas quebradas, hematomas e contusões. Emily foi levada ao hospital, mas recebeu lesões fataisinternas, e morreu quatro dias depois.


O Rescaldo



Ainda é incerto se verdadeiramente Emily destinou-se a matar-se em nome da causa sufragista naquele dia. Na bolsadela foi encontrado um bilhete de comboio de regresso e um convite para uma reunião sufragista naquela noite, que não sugerem que o incidente foi planejado. No entanto, em ações anteriores Emily poderia sugerir que ela estava disposta a matar para a causa.Emily certamente acreditava que um ato de sacrifício serviria para aumentar a visibilidade da causa sufragista. No entanto, isto não era assim.



O público, visto suas ações como as de um "doente mental fanático " e alguns partidários anteriores do movimento sufragista eram tão chocados com o incidente, que deixaram de serem associados à "causa ". A mídia concentrada no bem-estar do cavalo e joquei (que pareceu nunca se recuperar da culpa que sentia) ao invés de se concentrar na morte de Emily.

A Primeira Guerra Mundial, em seguida, puxou a sociedade para a união e levou o foco do ativismo político desse tipo. Não foi até 1928, com o passar das mulheres Igualdade Franquia Billthat mais de 21 foram finalmente autorizadas a votar.

Emily foi sepultada na Igreja Morpeth, Londres, com a inscrição do túmulo de sua mãe: "Bem-vinda ao lar, Northumbria, grevista de fome", também "Luto indescritível", e o lema WSPU, em sua lápide.




Funeral de Emily Davison