sexta-feira, 26 de abril de 2013

Privilegiadas ou não?



Quantas vezes não observamos que  a maioria das pessoas dizem, sobre a Lei Maria da Penha (LEI Nº 11.340), tornar o feminismo igual ao machismo (lutar pela superioridade da mulher e não a igualdade da mesma)?

Histórico da lei:
A bio farmacêutica, Maria da Penha Maia Fernandes em 1983, sofreu 2 tentativas de assassinato pelo (na época) seu marido, a primeira tentativa ele atirou simulando um assalto,  e na segunda tentativa ele tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões, Maria da Penha ficou paraplégica. Ela procurou a polícia que não fez absolutamente nada. Após muitos anos o marido dela continuou solto. Esse acontecimento foi tão absurdo que provocou uma denuncia formal contra o Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. Nove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Atualmente, está em liberdade.

Não consigo entender como podem achar que uma lei que é contra a violência seja um privilegio. Talvez seja porque muitos não entendem que a lei foi criada por uma necessidade enorme pelo aumento da violência doméstica contra a mulher. Mas isso de maneira alguma altera o fato de que homens também sofrem violência doméstica.    
                                                                                     
Para mim, a criação da lei foi de extrema importância e há alguns anos passou a valer também para violência doméstica contra homens. Um homem denunciar sua mulher por ser agredido não deveria ser, de forma alguma, uma vergonha até porque é um direito. Um homem que é agredido por sua mulher é considerado um “fracote”, que não põe a mulher em ''seu lugar'' por conta dessa compleição física e a cultura machista, muitos se calam.

 A lei é considerada sexista só por estar escrita de forma errada que discrimina o ser humano por uma questão de gênero e que deve ser reformulada. Em termos a lei pode ser aplicada sim se o homem for a vítima.  Porém, com relação a violência doméstica contra o homem o único efeito da lei é proteger a vítima e não punir o agressor sendo ele, mulher. O que é muito injusto e preconceituoso. Eu sou feminista e falo apenas por mim, não ficarei dizendo que "feministas de verdade só lutam pela igualdade absoluta" isso é ridículo. Falácias, aqui não!   Até porque conheço muitas(os) feministas que concordam com algumas coisas relacionadas ao feminismo e discordam de outras. Você pode ser a favor de um ideal e não concordar com absolutamente TUDO o que ele prega.

Enfim, eu sou a favor da reformulação da lei, que proteja, dê a assistência necessária e que haja punição para o agressor, de fato, em igualdade.


Sendo homem, sendo mulher, sendo homossexual ou heterossexual, independente da etnia, classe social e opinião, não sofrermos agressão física, moral, psicológica e emocional é um direito!




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