sábado, 27 de abril de 2013


"Percebe-se que foi "cuspido" e em "dez minutos"... a carga de preconceito dos seus comerciais é nítida. Achar que estipular padrões às mulheres, ou mesmo aos homens não é machismo é equivoco. Nesta própria resposta pode perceber um destes padrões "Porque ela acha que as mulheres têm que estar em casa (...) engordando três quilos por semestre", porque tanto têm que bater nesta tecla do peso, qual o problema de ter um peso acima do "seu padrão"? Tá, pode me falar que não é machismo, embora eu não pense assim, mas não enquadrá-lo como tal, não faz com que deixe de ser preconceituoso e opressor. Bom, sou um cara bem humorado, gosto de piadas, mas não concordo que seja honesto disseminar ideais perversos sob o pretexto do humor... Mesmo que sejam só piadas, os grupos "minoritários" ("oprimidos" faria mais sentido, porém penso que haveria uma dificuldade de interpretação por parte daqueles que eu gostaria de "atingir") sofrem por se sentirem "diferentes" a medida que são ridicularizados, são colocados como "não humanos" (considerados distintos do "padrão de humano"), como "coisas", como meras "caricaturas"."


Autor desconhecido. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Privilegiadas ou não?



Quantas vezes não observamos que  a maioria das pessoas dizem, sobre a Lei Maria da Penha (LEI Nº 11.340), tornar o feminismo igual ao machismo (lutar pela superioridade da mulher e não a igualdade da mesma)?

Histórico da lei:
A bio farmacêutica, Maria da Penha Maia Fernandes em 1983, sofreu 2 tentativas de assassinato pelo (na época) seu marido, a primeira tentativa ele atirou simulando um assalto,  e na segunda tentativa ele tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões, Maria da Penha ficou paraplégica. Ela procurou a polícia que não fez absolutamente nada. Após muitos anos o marido dela continuou solto. Esse acontecimento foi tão absurdo que provocou uma denuncia formal contra o Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. Nove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Atualmente, está em liberdade.

Não consigo entender como podem achar que uma lei que é contra a violência seja um privilegio. Talvez seja porque muitos não entendem que a lei foi criada por uma necessidade enorme pelo aumento da violência doméstica contra a mulher. Mas isso de maneira alguma altera o fato de que homens também sofrem violência doméstica.    
                                                                                     
Para mim, a criação da lei foi de extrema importância e há alguns anos passou a valer também para violência doméstica contra homens. Um homem denunciar sua mulher por ser agredido não deveria ser, de forma alguma, uma vergonha até porque é um direito. Um homem que é agredido por sua mulher é considerado um “fracote”, que não põe a mulher em ''seu lugar'' por conta dessa compleição física e a cultura machista, muitos se calam.

 A lei é considerada sexista só por estar escrita de forma errada que discrimina o ser humano por uma questão de gênero e que deve ser reformulada. Em termos a lei pode ser aplicada sim se o homem for a vítima.  Porém, com relação a violência doméstica contra o homem o único efeito da lei é proteger a vítima e não punir o agressor sendo ele, mulher. O que é muito injusto e preconceituoso. Eu sou feminista e falo apenas por mim, não ficarei dizendo que "feministas de verdade só lutam pela igualdade absoluta" isso é ridículo. Falácias, aqui não!   Até porque conheço muitas(os) feministas que concordam com algumas coisas relacionadas ao feminismo e discordam de outras. Você pode ser a favor de um ideal e não concordar com absolutamente TUDO o que ele prega.

Enfim, eu sou a favor da reformulação da lei, que proteja, dê a assistência necessária e que haja punição para o agressor, de fato, em igualdade.


Sendo homem, sendo mulher, sendo homossexual ou heterossexual, independente da etnia, classe social e opinião, não sofrermos agressão física, moral, psicológica e emocional é um direito!